www.SalsaEcoentros.com
Visitas
Begrüßen Gast
Anfang
Wer sind wir?
Position
Kontakte
Menü
Menü von Weinen
Fotogalerie
Meinungen
Ereignisse
Drücken
Verbindungen
Setzen Sie sich mit uns in Verbindung
Privater Zugang
 
Drücken
Página 2 (2)
Total: 5
Visitar quem merece, por José Quitério (expresso) Junho 2006
NÃO é difícil dar com o sítio, tão bem situado, que pertence à freguesia lisboeta de São João de Brito. Uma das hipóteses é tomar a Avenida do Brasil e percorrê-la até ao cruzamento com a Avenida Rio de Janeiro, para onde se vira. Andando nesta um quarteirão, volta-se à esquerda para a Rua Ricardo Jorge. Um pouco mais adiante aparece a esquina com a Rua Coronel Marques Leitão e nela, bem visível, o Restaurante SALSA & COENTROS. É um arruamento sossegado, de habitações de cérceas baixas e formas simples, fachadas ao cinzento estilo estado-novista. O restaurante dispõe de uma sala no piso inferior, mas a mais desafogada e luminosa é a cá de cima, à beira da copa e da cozinha, provida de largas janelas, decoração parca, chão ladrilhado e amesendação condigna para um total, nos dois espaços, de 50 manducantes. Há sempre um PRATO DO DIA, num deles «meia-desfeita» (€8,50), no outro «chã de dentro barrosã» (€8,50). Na lista fixa entra-se naturalmente pela ENTRADAS: «empada de galinha» (€1), «pâté de fígados de aves» (€ 1,50), «pimentos com coentros» (€3), «polvo de vinagrete» (€4,45), «fígado de coentrada» (€2,75), «favinhas de coentrada» (€2,75), «presunto pata negra» (€10), «paio de lombo da pata negra» (€4,90), «pimentos de Padrón» (€2,50), «torradas com coentros» (€2), «torradas com tomate e pesto» (€3), «migas de batata e ovo à Salsa & Coetros» (€3,95), «espargos selvagens com ovos» (€9,95), «míscaros selvagens do Fiolhoso» (€9,95), «carpaccio de carne» (€4,90) e «carpaccio de bacalhau» (€8,15). Seguem-se 3 SALADAS e, segundo a ordem de apresentação, as CARNES: «alheira do Fiolhoso com grelos salteados» (€8,25), «lombinhos de porco preto com pimentão» (€8,50), «plumas de porco preto» (€8,50), «migas de pão com carne de porco» (€8,50), «rosbife com molho de pimenta verde» (€8,25), «bife do lombo frito ou grelhado» (€12), «moira com migas de batata e couve» (€8,80), «pezinhos de porco de coentrada» (€7,50), «lombo de porco preto grelhado com molho de salsa e coentros» (€9,25), «arroz de pato» (€7,50), «vitela barrosã DOP» (€14) e «costeletas de cabrito» (€12). A presença sempre valorosa da CAÇA: «perdiz de escabeche» (€13,30), «arroz de tordos» (€10,50), «arroz de lebre» (€13,50), «lebre com feijão» (€13,50) e «empada de perdiz com arroz de grelos ou salada de rúcula» (€12,50). A finalizar, aqui, os PEIXES: «choquinhos fritos» (€8), «polvo grelhado» (€8,50), «bacalhau com natas e coentras» (€7,25), «dourada ou robalinho» (€8,50), «peixe-espada grelhado» (€7), «bacalhau grelhado com batatas a murro» (€9,95) e «filetes de garoupa com arroz de tomate e pimentos» (€12,50). Como se lê, as propostas são numericamente suficientes e devidamente diversificadas, com muita cozinha-cozinhada e alguns números peculiares e sugestivos. Vamos provar. Com enquadramento de bom pão alentejano fatiado, azeitonas, manteiga empacotada e um interessante «pâté de fígados de aves», o chamariz imediato é o das «empadas de galinha», maneirinhas, louras da pincelada de ovo sobre a massa quebrada e fina, o recheio evidentemente não apenas do galináceo mas também com o indispensável adubo do chouriço, de se saborearem umas atrás das outras. Os galegos «pimentos de Padrón» (da terra da grande Rosália de Castro) constituem, além do mais, uma lotaria, pois de entre meia dúzia deles há quase sempre um insuportavelmente picante desta vez saiu-se incólume e somente beneficiário do picantezinho generalizado e característico. Com a designação «migas de batata e ovo à salsa e coentros» está quase tudo definido, sendo que os ovos são mexidos e envolventes e o conjunto resultou muito agradável dentro da simplicidade. Da mesma maneira o enleamento dos «míscaros selvagens do Fiolhoso» - Fiolhoso é uma aldeia transmontana a sete quilómetros de Murça e terra natal do cozinheiro Belmiro Jesus -, aqui a personalidade dos cogumelos a impor-se à ovogenia. Finissimamente cortado e cru para justificar o nome, demolhado na conta e moderadamente temperado com azeite, sumo de limão e salsa, o «carpaccio de bacalhau» foi um mimo de pureza e frescura. O «rosbife com molho de pimenta verde» correspondeu em pleno ao que dele essencialmente se espera - genuinidade da peça assadura específica, no sentido da transição gradual do bem passado exterior até ao cárneo do núcleo central fatiado regular - e o molho surpreendeu pela boa combinação, séquito a cargo de rodelas finas (não «chips») de batatas fritas. A justificar perfeitamente o protagonismo a «moira com migas de batata e couve», estas um pouco aliáceas, sapidíssimo o enchido (de pata semidura, composta por vísceras, gordura, sangue e vinho branco), também oriundo de Fiolhoso. Os «pezinhos de porco de coentrada» apresentaram-se desossados, um figurino menos trabalhoso para o utente mas concomitantemente menos atractivo no visual pela textura molengona, todavia de receita menos canónica e condimentos bem proporcionados. As «costeletas de cabrito», no caso grelhadas, estiveram o melhor que podiam estar, na sua minimidade (o chibinho divino quase é mal empregado para isto), assessoradas por batatas fritas idênticas às do rosbife. Raro, muito raro de se encontrar o «arroz de tordos», arrozinho molhado sem malandrice, os pedaços dos gostosos pássaros não muito abundantes, contudo suficientes para demonstrar a diferença. De esplêndida feitura a «lebre com feijão», toda ela a impregnar o guisado rico, substancioso e saborido, capaz de pôr o feijão branco a guizalhar de contente. Anunciam-se dois queijos, Serra e Serpa (€6,50 cada), não provados. Os doces alinham com «bolo de chocolate» (€2,95), «mousse de chocolate» (€2,50), «pudim de ovos» (€2), «requeijão com doce de abóbora, mel e noz» (€2,95), «encharcada» (€2,50), «sericaia com ameixa rainha-cláudia» (€2,50) e «pudim de laranja» (€2,95). Testados os três últimos, com proveito, o brilho maior coube ao derradeiro pelo perfeito doseamento de citrino. À carta de vinhos, atendendo à curta idade da casa, não é de exigir mais: 74 tintos nacionais e 3 espanhóis, mais 9 meias garrafas, 15 brancos portugueses e 1 francês, mais 5 meias garrafas, 7 verdes brancos (3 Alvarinhos). Tudo datado, a preços não especulativos. Serviço atento, eficaz e amável. Por lá terem ido parar novinhos, pode dizer-se que José Duarte e Belmiro Jesus se criaram restaurativamente na Adega da Tia Matilde. Nos últimos cinco ou seis anos trabalharam na Charcutaria da Rua do Alecrim. Agora, mais precisamente desde 20 Agosto de 2005, dada da fundação, estão à testa deste seu Salsa & Coentros. Por tudo o que ficou dito, e mais um sublinhado no preçário sensato, estão de parabéns.
gesponsert dadurch Gastronomia em Portugal (
geral@GastronomiaEmPortugal.com
) - Copyright © 2007 alle vorbehaltenen Rechte